O aumento no uso de opioides no Brasil

Enviada em 24/09/2023

A teórica alemã, Hanna Arendt, utiliza a expressão “Banalidade do Mal’’ para tra-duzir o formato trivial da instalação de problemáticas em sociedades contemporâ-neas. Essa perspectiva, analisada pela pensadora, simboliza o comportamento da sociedade diante do aumento no uso de opioides no Brasil, já que é justamente a habitualidade frente à questão que o aprofunda no corpo social. Desse modo, agravam o quadro central o desconhecimento populacional e os riscos à saúde.

Nesse contexto, é evidente que o uso de opioides no Brasil é uma tendência preo-cupante, muitas vezes impulsionada pelo desconhecimento da população sobre os riscos associados a esses medicamentos. Isso ocorre porque muitos pacientes des-conhecem a gravidade das consequências do seu uso indevido, o que inclui over-dose e dependência química, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Por isso, é imperativo promover uma educação mais ampla sobre o uso responsável desses medicamentos, garantindo que toda a população esteja ciente dos riscos envolvidos, a fim de conter essa crescente crise.

Além disso, os riscos à saúde é outro fator que cristaliza ainda mais essa conjun-tura. Visto que o uso inadequado desses medicamentos pode resultar em uma série de efeitos colaterais graves, incluindo sedação excessiva, depressão respira-tória e, em casos extremos, overdose e morte. Prova disso é um relatório do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (OBID), que apontou que o número de atendimentos em hospitais relacionados ao uso de opioides aumentou significativamente nos últimos anos. Diante disso, o abuso desses medicamentos no Brasil não apenas coloca em risco a saúde individual, mas também representa um desafio significativo para o sistema de saúde pública.

Portanto, diante da situação exposta, o governo federal, através do Ministério da Saúde, deve, por meio de campanhas educacionais nas escolas e nas grandes mí-dias, promover o debate sobre o uso dessas substâncias.Isso envolve a divulgação dos riscos que esses tratamentos trazem e a grande importância da prescrição e do acompanhamento médico. Assim, através da educação, será possível fornecer conhecimento a toda a sociedade e mantê-los informados sobre as consequências que essas substâncias podem ocasionar.