O aumento no uso de opioides no Brasil

Enviada em 14/02/2024

No livro “Império da Dor”, uma empresa lança no mercado um opioide fortissímo, que causou vício de milhões de pessoas, além de desencadear uma das maiores crises sanitárias dos EUA. Da mesma forma, o Brasil apresenta um aumento no uso de opioides, principalmente, para pessoas com condições mais graves, porém é notável o periogo que ele representa para a sociedade caso saia de controle. Desse modo, é imprescindível reconhecer que mesmo se tratando de um avanços, pode vir a se tornar um grande vilão.

Primeiramente, vale ressaltar que o uso desses medicamentos é de grande importância no tratamento e controle de doenças graves. A Fibromialgia, por exemplo, é uma condição psicossomática que faz com que o indivíduo sinta dores leves e moderadas por todo o corpo, todavia em alguns casos pode evoluir para dores agonizantes sendo necessário o uso desses analgésicos. Tal qual, a Fibromialgia outras inúmeras doenças podem ser amenizadas por esses medicamentos , que por sua vez, entrega qualidade de vida à esses pacientes. Dessa forma, é nitida a relevância que o mesmo tem na sociedade brasileira.

No entanto, o aumento do uso das variações do ópio no país pode se tornar um problema como o ocorrico nos EUA. Na série “Dr. House”, ao longo das temporadas é comum ver pacientes com dores falsas indo a clínica tentar conseguir analgésicos para suprir o vício. Embora seja uma série fictícia, ela retrata o real poder de dependência desse farmaco, dando ênfase ao próprio House que enfrenta seu vício em Vicodin - medicação derivada do ópio - durante suas temporadas. Logo, não seria exagero coloca-lo no mesmo patamar que algumas das drogas mais viciantes, como a cocaína e o crack.

Assim, mostra-se a evidente necessidade do crescimento exponencial do uso e da segurança ao usar tais medicamentos. Portanto, cabe ao CRM - Conselho Regional de Medicina - tornar obrigatório a conclusão de um mini-curso sobre o uso dos opioides após a conclusão da formação, isso deve ser feito por meio de parcerias com as universidades, com o objetivo de evitar prescrições excessivas ou desnecessarias. Dessa maneira, o Brasil dificultaria crises sanitárias como a ocorrido nos EUA.