O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

Enviada em 29/10/2019

O Período Colonial brasileiro é caracterizado pela miscigenação de culturas: portugueses, indígenas e africanos partilhavam de suas crenças e tradições- entre elas, a dança. Nesse contexto quinhentista, emerge o símbolo da nacionalidade brasileira do século XXI: o carnaval. Tal denominação propicia aspectos ora positivos, ora negativos para o país.

Primeiramente, é factível que tal manifestação cultural é essencial para a construção de uma identidade nacional. Nessa perspectiva, o âmbito coletivo e festivo do carnaval é capaz de promover a integração das diversas gerações e segmentos sociais do Brasil. De fato, conforme a Revista Exame, cerca de 2 milhões de brasileiros prestigiaram os desfiles no Sambódromo de São Paulo em 2017. Dessa maneira, é perceptível que o caráter popular carnavalesco torna-o imprescindível para formação identitária do Brasil.

Paralelamente, entretanto, é o notório que o carnaval tornou-se um mecanismo de alienação de massas. Sob esse viés, problemas de administração pública  são, comumente,  negligenciados perante à euforia festiva. Tal conjuntura lamentável é semelhante à política romana do Pão e Circo: o entretenimento aliena o povo da sua realidade injusta. Desse modo, evidencia-se que essa manifestação cultural é, também, um instrumento de controle popular do século XXI.

Destarte, o carnaval como representante contemporâneo da nacionalidade brasileira é ora benéfico, ora problemático. Para o equilíbrio desses aspectos, é plausível que a mídia - como ferramente informacional popular- alerte veemente os brasileiros sobre a administração pública durante o período festivo. Isso pode ser feito por meio de informes diários divulgados na TV, a fim de instigar o caráter crítico do cidadão e de fomentar seu sentimento nacionalista. Assim, essa herança Colonial será definitivamente um símbolo da identidade do Brasil - sem o caráter alienatório romano.