O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

Enviada em 29/02/2020

O carnaval, simbolo da identidade brasileira internacionalmente, é o evento de maior dimensão cultural organizado pelo país e desperta curiosidade e a criatividade desde suas origens no século XVII. Segundo cálculos do Portal Contábeis do R7 a celebração movimentou em 2020 aproximados R$ 8 bilhões na economia e nesse sentido, ocorrem explorações exorbitantes, através de altas taxações de impostos que impactam até na parcela da sociedade que não participa diretamente da festa e entidades não governamentais que se aproveitam dessa época para lucrar e tornam o espetáculo cada vez menos acessível.

Vendas de abadas, camarotes e a elitização de espaços coletivos são algumas amostras de como a folia vem se configurando cada vez mais aristocrática e se distanciando da qualidade de festa popular. O separatismo pode acarretar na alteração da cultura que caracteriza o fenômeno, uma vez que o movimento foi criado por foliões do povaréu, é reconhecido pela miscigenação das classes e agora reduz-se a parte de um mecanismo empresarial que captura sua espontaneidade. A participação da massa tende a ser limitada a cada ano, manifestando uma segregação social e econômica.

Além disso dados do instituto brasileiro de planejamento e tributação aponta que todos os itens típicos consumidos na celebração tem na média 40% de imposto somados a seu preço final, uma caipirinha por exemplo chega a 76%. O maior prejudicado por esta situação é o próprio cidadão, uma vez que as contribuições não refletem em melhorias da cerimônia e nem garantem a inclusão participativa da população sem recursos. Quem não pode pagar por serviços e produtos nesse feriado acaba, infelizmente, ficando a mercê de produtos de menor qualidades ou então excedendo a renda familiar a fim de acompanhar preços do mercado.

Enfim, por sua vez cabe ao povo enquanto indivíduos políticos, cobrar e influenciar os governantes que administram esses tributos e gastam relativamente mal, por mudanças e melhorias, para que o dinheiro seja utilizado da melhor maneira possível, sempre ao favor cultural e em favor do crescimento publico do festival, assim como optar pelo carnaval de rua, resgatar blocos populares e ocupação de lugares públicos em nome da festa em prol da conservação dos hábitos originais do carnaval.