O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI
Enviada em 21/02/2020
No período colonial existiam diversas manifestações culturais dentre essas o carnaval, que era praticado por escravos. Análogo a isso, tais ações ultrapassam todos os paradigmas, sobretudo, tornando-se um símbolo nacional contemporâneo. Logo, torna-se necessário analisar os motivos e os aspectos dessa problemática,bem como a urgência de minimiza-la.
Em primeira análise, é importante ressaltar que a banalização da essência carnavalesca desestrutura a relevância do ato como marca nacional. Nesse sentido, as marchinhas perderam lugar para as baterias, alegorias e a pouca roupa que enfeitam e configuram as avenidas no período. Alguns personagens fictícios surgiram nesse período, tornando símbolos, como o Zé Carioca criado pelos estúdios Walt Disney, como homenagem ao carnaval e o samba brasileiro. Apesar disso, a perca do significado é danosa para o cenário popular. Deste modo, intervenções precisam ser realizadas para a reversão de conceitos no país.
Em segunda instância, é necessário salientar que a desigualdade social nas manifestações carnavalescas nos dias atuais, é causado pela tradição lucrativa. Nesse contexto, o carnaval tornou-se aristocrático com vendas de abadás caríssimos e camarotes, que incitam a desigualdade, quando se tem o povo em grande parte nos locais destinados a pipoca. Em alguns lugares como Salvador e Olinda, carnavais famosos agitam a economia local, mascarando a falta de acesso de muitos nativos nas próprias manifestações.Contudo, tal cenário é nocivo para o marco nacional.Dessa forma,ações modeladoras devem existir para romper o contexto manipulado.
Torna-se evidente, portanto, que o Ministério da Educação e da Cultura, difundam valores positivos, como a valorização e respeito em relação do símbolo do carnaval, por meio de palestras ilustrativas e aulões em escolas e universidades com a finalidade de manter vivo o espirito real do marco carnavalesco. Por conseguinte, o marco nacional transcenderá décadas.