O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

Enviada em 17/02/2020

Em 1729, o Iluminismo consolidou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, garantindo pela primeira vez a dignidade humana a todos. No entanto, a sociedade brasileira, mostra-se inepta de tratar o carnaval como um símbolo de nacionalidade. Uma vez que, o meio ambiente e a dignidade social, é menosprezada por atividades e comportamentos humanitários que ferem os direitos, previstos pelos iluministas há quase três séculos.

Em primeiro plano, a falta de conscientização em relação ao meio ambiente, é uma das demais adversidades que faz do carnaval não ser, totalmente, enaltecido como um símbolo de nacionalidade. Nessa perspectiva, uma figura notória dos movimentos ambientais internacionais, Paul Watson,  relata que a inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente. Nesse sentido, cabe a sociedade conscientizar-se desse infortuno, visto que, toneladas de lixos são recolhidos nas ruas e nos principais blocos de carnaval em todo o Brasil.

Em segundo plano, a falta de respeito evidenciada em blocos de carnaval, viola a dignidade do meio social. De acordo com escritor, Affonso Romano de Sant’anna, “O carnaval é basicamente um movimento diluidor da rebeldia”. Nesse viés, nos blocos de carnaval evidencia-se  um alto desperdício de comida e aumento de doenças sexualmente transmissíveis. Além disso, urinar, defecar e praticar atividades sexuais em via pública , exemplificam, o cenário dos bastidores nos blocos de carnaval em todo território nacional. Cabe então, o poder público fiscalizar e conscientizar a população para mudar essa conduta.

Impende, pois, que indivíduos e instituições públicas cooperem para que o carnaval torne-se, verdadeiramente, um símbolo de nacionalidade. Nessa lógica, os cidadãos e o mistério do meio ambiente, devem repudiar práticas de baixo prestígio, por meio de debates nas mídias sociais capazes de combater, com urgência, a prevalência das adversidades praticadas nos blocos, a fim de consumar as atividades que a agridem a nacionalidade brasileira. O poder público, por sua vez, pode promover denúncias contra atitudes que menosprezem a dignidade do cidadão, por intermédio de ações judiciais com intuito de combater essa problemática. Só então, podemos ter verdadeiramente, o carnal como símbolo da nacionalidade brasileira.