O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

Enviada em 17/02/2020

A Importância do Símbolo Nacional

Podemos definir como sendo cultura física, toda a produção palpável de uma determinada população. Na Idade Média, por exemplo, havia as festas trovadorescas, onde um trovador recitava uma poesia juntamente com uma música, objetivando geralmente cortejar uma donzela, nas famosas cantigas de amor ou de amigo. O carnaval assim como esses festejos medievais, representam a cultura de uma população em uma determinada época. No caso do Brasil, essa cultura carnavalesca permeou toda a sua história, desde a colonia até a atualidade.

Para exemplificar a importância do simbolo de nacionalidade, pode-se observar o que ocorreu na formação dos Estados Modernos, onde observa-se a transição gradual do feudalismo para o capitalismo. Esse fenômeno ocorreu graças as características que uma população possuía em comum, ou seja, sua língua, sua moeda, seu território, seus festejos e sua forma de governo. Em outras palavras pode-se afirmar que o surgimento desses Estados só foi possível graças à cultura que um povo partilhava. Diante disso nota-se a importância desse simbolo no contexto nacional e na unificação desses países recém formados.

No Brasil essa representação nacional surgiu com o carnaval que tornou-se simbolo da nação brasileira tendo em vista a sua fama nos países estrangeiros. No entanto com o passar dos anos, esse evento passou a se restringir aos aristocratas, ou seja, àqueles que possuem grandes fortunas. Esse problema fragiliza o simbolo da nacionalidade brasileira, pois restringe a poucos o que deveria ser acessível a toda a população brasileira, tendo em visto que esse evento aborda diversos elementos presentes na história do Brasil e que simboliza uma cultura de séculos de existência.

Portanto, para que esse problema seja solucionado, o Ministério da Cultura deve promover uma acessibilidade maior a eventos desse tipo, por meio de uma inclusão do público em ambientes que são utilizados exclusivamente pelos aristocratas, pois tais espetáculos são financiados pelo Governo, que por sua vez é mantido pelos impostos pagos pela população, e que essa em sua grande maioria é marginalizada, ao passo que os que possuem grandes fortunas conquistam os melhores lugares.