O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI
Enviada em 19/02/2020
É fato que o Carnaval e o futebol fazem parte da rica cultura brasileira. Porém, os eventos sediados pelo governo exigem grandes quantias de verba pública, o que acaba tomando conta do espaço para investimentos internos para o país. Estima-se que a educação tem se desvalorizado e recebido cada vez menos subsídios, outrossim, o acesso a saúde tem se tornado mais precário e de difícil acesso pela população, acentuando a desigualdade social-econômica no país; ao passo em que os eventos são cada vez maiores e investidos.
Segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU), a prefeitura de São Paulo cedeu, em 2019, R$32,2 milhões ás escolas de samba da cidade, somado a eventos anteriores, como a Copa do Mundo de 2014 que contabilizou R$25,5 bilhões dos cofres públicos, os números chegam a quantias imensas de dinheiro que, segundo algumas pesquisas, se tivessem sido investidos em educação, apresentariam um desenvolvimento de 10% em todo o país.
Um informativo da Câmara dos Deputados revelou que o investimento brasileiro nas escolas caiu em 56% entre os anos de 2014 e 2018, anos posteriores a Copa do Mundo, diminuindo em R$6,4 bilhões do valor investido; olhando pelo lado da saúde, o dinheiro que subsidiou a Copa de 2014 poderia ter sido gasto para adquirir mais de 12 mil ambulâncias médicas, considerando que o preço médio de cada ambulância seja de R$200 mil.
O brasileiro não deve abandonar sua cultura e nacionalidade presentes nas festas de Carnaval e nos jogos de futebol, mas deve entender que existem valores maiores, como a educação, que podem ser adotados em sua cultura. O governo, como símbolo da própria pátria, deve fornecer condição ao povo para que juntos possam atingir um maior desenvolvimento do país, valorizando o Ministério da Saúde e Educação para melhor formação dos indivíduos; seguindo o pensamento do filósofo alemão Immanuel Kant “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”.