O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

Enviada em 18/02/2020

O carnaval é parte fundamental da identidade do brasileiro, se perguntar aos estrangeiros o que acham do país, logo citam a Floresta Amazônica, o futebol e o carnaval, mas os dois últimos recebem investimentos públicos substanciais que dariam inveja até a política romana do pão e circo, já que milhões de brasileiros ainda vivem em condições precárias de nutrição, saneamento básico, saúde e educação e isso torna inegável a necessidade de definir prioridades e romper os gastos públicos com o festival.

Em primeiro lugar, vale ressaltar a incoerência existente na venda de ingressos para uma festa financiada pela população e, sem a contribuição de um centavo, redes de televisão bilionárias monetizarem milhões de reais em patrocínios transmitidos ao vivo e em reprise.

Deve-se também considerar as paisagens de lixo, em cidades com risco alto de alagamentos como o da última semana, as brigas que derivam de discussões sob o efeito de entorpecentes e álcool que podem ocasionar fatalidades.

O fim das festas não é a solução, pois desde a declaração dos direitos humanos até a constituição brasileira, o homem está assegurado do seu direito de lazer, mas a que custo? Milhares de pessoas morrem todos os anos nas filas de hospitais por doenças contraídas pela ingestão de água contaminada, dois problemas que poderiam ser parcialmente solucionados em determinadas regiões mais necessitadas.

É importante que os verdadeiros interessados na folia tratem de fazer campanhas de arrecadação através da iniciativa privada, justificando assim a venda de ingressos e camarotes, e que haja plena comprovação do correto direcionamento do dinheiro poupado pela máquina pública, para setores que merecem tal atenção, há também a possibilidade de, mesmo diante de investimento, cobrar da emissora responsável pela transmissão uma parcela dos lucros obtidos.