O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI
Enviada em 20/02/2020
Hoje, onde quer que se pergunte, ao redor do mundo, o Brasil é conhecido como o país do carnaval, da festa, e do povo feliz e afetuoso. Mas isso não é tão superficial quanto a resposta momentânea de quem não conhece nossa história. Na realidade, a origem de tudo isso vem desde que a história passou a ser registrada, e segundo a visão eurocêntrica do Português que chegou nessas terras para dominar e escravizar a todos.
A se iniciar a análise, houveram os índios, com seus rituais, aos quais não há relação nenhuma com carnaval, e sim com uma história milenar a que pertencem. Em segundo momento vieram os africanos, que em suas breves horas de descanso do trabalho forçado, se reunião e faziam danças e pequenas comemorações advindas de seus países de origem, junto a seu povo. E por que não, o Português com suas tunas, e cantigas de saudade.
Nota-se portanto, que a festa sempre esteve presente no povo que abraçou o Brasil como sua terra, mas não era de fato um ritual brasileiro. Até o século XX, mas precisamente pós 1º Guerra Mundial, quando iniciaram as marchinhas de rua, o que “caiu como uma luva” para a política, que conseguia distrair o povo, porque afinal, quem irá se preocupar com economia e política, quando se está em festa?! Esse foi justamente a tática adotada por Getúlio Vargas, presidente que com um golpe de Estado assumiu a presidência na década de 30.
O famoso DIP (departamento de imprensa e propaganda), cuidou se mostrar ao cenário internacional um “Brazil” alegre e feliz, com o carnaval e futebol. Nosso mascote foi o “Zé Carioca”’, um papagaio malandro, criado pela Disney. E assim para mascarar o Brasil como um pais feliz e carnavalesco, essa imagem foi aderida a história. Quando na realidade o povo não tem acesso a boa educação, saúde, infraestrutura e bem estar, mas, para todos os efeitos somos felizes. Parafraseando paralamas do sucesso: “em fevereiro, temos carnaval”.