O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI
Enviada em 29/02/2020
O Brasil enquadra-se em um cenário escasso quando a questão a ser tratada é o retorno em serviços públicos. Nesse contexto, a frase exposta em uma música bastante repercutida no início de 1976 “Não deixe o samba morrer.” é muito justa, desde que haja interesse nos desfiles clássicos de carnaval e, que estes não impliquem em desviar recursos extraídos do setor produtivo os quais poderiam ser aplicados em áreas mais precisas da sociedade.
Atualmente, a cultura carnavalesca vem impulsionando a atração turística em toda parte do mundo, gerando grande movimento de capital a partir da produção e do consumo de mercadorias culturais. Entretanto, são quatro dias de folia onde a sociedade fecha os olhos para situações críticas vivenciadas no cotidiano em que a mesma encontra-se situada; como: hospitais superlotados, idosos morrendo, mulheres violentadas, casos de pedofilia e aumento de DST’s por toda parte, além de segurança e educação precária, cometendo atos imorais ao ponto de não respeitar o espaço público. Todavia, não é atoa que em 1962 ao visitar o Brasil e, observar favelas de um lado e carnaval do outro, o embaixador Carlos Souza afirma " O Brasil não é um país sério."
Outrossim, quando remete-se ao retorno em serviços dos impostos pagos pela população, o Brasil está entre os piores países onde os cidadãos encontram-se habituados a promessas que nunca se concretizam. Nesse sentido, a tão popular tradição cultural que possui capacidade de sustentar-se por si só, é financiada a partir de apadrinhamentos e dinheiro público destinado pelo governo, o qual deveria ser aplicado em questões mais sensíveis da sociedade.
Em virtude dos fatos mencionados, cabe ao Governo Federal, através da inclusão desse patrimônio na lei orçamentária anual, realizar um planejamento para que o mesmo possa ser financiado e executado de forma que não seja aplicado o dinheiro público destinado á outras demandas da sociedade, bem como na educação, saúde e segurança. Ademais, o aumento de viaturas policiais otimizando o desrespeito ao espaço público e a banalização dos indivíduos.