O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

Enviada em 21/02/2020

O carnaval iniciou-se no Brasil Colônia na forma de manifestação cultural portuguesa, contribuindo para a formação da identidade brasileira. Mesmo com o passar dos séculos, a tradição se mantém na contemporaneidade, entretanto, se reduziu a uma mercadoria do sistema capitalista, perdendo seu valor simbólico. Pode-se  dizer que os eventos expressam a  massificação cultural e ausência de democratização dos espaços, pois existe um alto custo para consumir o produto cultural, propagando a exclusão de alguns indivíduos.

Segundo o sociólogo Walter Benjamin, o capitalismo contribuiu com a produção massiva das artes, com objetivo totalmente comercial, perdendo a tradição e autenticidade. Da mesma maneira, o carnaval tornou-se um meio para a obtenção de lucro através do turismo e divertimento populacional, desvalorizando os anos de tradição e costumes de uma comunidade. Exemplificando, as festas não buscam a representatividade cultural, e sim a venda de um produto do sistema contemporâneo.

Cabe ressaltar também, toda a exclusão daqueles que não possuem a condição econômica exigida  nos eventos. Dessa maneira, populações que também compõe a identidade do país, assim como aqueles que reafirmam a cultura afro-brasileira, representada muitas vezes no carnaval, são excluídos por quem detém o poder de financiamento. Em outras palavras, o festejo de nacionalidade comprova a falsa democracia presente no país, pois não inclui todos como garante a constituição.

Em suma, o carnaval que representa a formação da unidade brasileira, passou a ter a obtenção de lucro como principal fim. Sendo assim, faz-se necessário, a democratização do espaço através de políticas  de inclusão, por meio do investimento Governamental, assim como a produção feita principalmente para a representatividade, e não lucro, através de espaços gratuitos e consumo mais flexível, com a colaboração do Poder Executivo, visando garantir os direitos constitucionais. Espera-se, portanto, uma sociedade com mais inclusão e valores culturais.