O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI
Enviada em 21/02/2020
“Ele estava atrás de mim, se esfregando e cada vez que eu caminhava pra frente, ele ia atrás”. Mariana, 22 anos, vítima de importunação sexual no carnaval. Esse ato, praticado inúmeras vezes no carnaval, acaba sendo normal e passa despercebido, no entanto, esse não é um dos principais malefícios que não percebemos nessa data que julgam como “símbolo nacional”, mas extorsão com os altos preços praticados e a supressão dos menos favorecidos. Uma festa, que deveria ser do povo, no final acaba favorecendo os grandes donos de cervejarias, trio elétricos e artistas.
Hodiernamente, as mulheres estão, cada dia mais, tendo mais voz e poder, contudo, alguns homens não estão mais respeitando o espaço delas, sendo prepotentes e desrespeitosos. Em época de carnaval, os ataques e assédio aumentam, em comparação com os outros meses do ano, porque o indivíduo fantasia no carnaval, como uma época de liberdade, livre de qualquer consequência, a partir dessa lógica, os homens que comportam essas atitudes, tendem a mostrar ainda mais nessa época, visto que muitas vezes o uso de drogas lícitas e ilícitas acabam distorcendo sua realidade.
É inviável, que grande parte da população frequente alguns lugares no carnaval, devido aos altos valores impostos no evento em geral, desde a venda de ingressos até em hospedagens em pontos turísticos pelo litoral do Brasil. O que acarreta a supressão da grande maioria dos brasileiros que não têm condições de pagar. Quem acaba ganhando com isso, são somente os grandes comerciantes e artistas, pois até os vendedores ambulantes, sabem que aquele momento é efêmero.
Entende-se, diante do exposto, a real necessidade de fiscalização policial nos eventos e a conscientização pela mídia dos direitos e deveres do cidadão no carnaval, para garantir a segurança não apenas das mulheres, mas de todos os foliões participantes dessa grande festa brasileira. É inegável também, entender que o carnaval está cada vez mais aristocrático, o que está muito longe de melhorar e, torna-se igualitário em mais aspectos. O que deveria ser símbolo de nacionalidade, será concentrado nas mãos de estrangeiros, que vêm para o Brasil ‘curtir ‘, e de quem tem dinheiro.