O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

Enviada em 22/02/2020

Declarado no artigo 5º da constituição federal de 1988, o acesso à cultura e ao lazer é um direito social dos brasileiros. Portanto, atualmente, o carnaval, evento fundamentado na garantia desses direitos sociais, vem adotando uma política de segregação das classes. Nesse contexto, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro lugar, de acordo com o filosofo Walter Benjamin associado à Escola de Frankfurt, a cultura se tornou um objeto de comércio praticado pelas grandes empresas presente na sociedade atual. Com isso, grupos musicais famosos são valorizados para formação de festas privadas. Nesse sentido, a sociedade hipossuficiente carece de acesso à cultura devido aos altos valores dos ingressos.

Além disso, por volta do século V, na idade média, a organização social do feudalismo foi composta entre os nobres, os senhores feudais e o clero de um lado, e do outro lado, os servos. Semelhante a esse cenário, os eventos carnavalescos mantêm uma divisão social, como por exemplo, a formação de blocos particulares. A classe dominante de recursos é favorecida de segurança e alimentação durante o percurso do show, enquanto a menos favorecida está exposta ao risco de violência com menor proteção.

Enfim, medidas são necessárias para resolver a situação dessa divisão social. O governo, em parceria com as empresas, deve criar política de integração por meio de distribuição e diminuição dos valores dos ingressos com a finalidade de unir a população. Com isso, espera-se uma melhoria na interação dos diversos patamares da sociedade.