O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

Enviada em 22/02/2020

Em sua obra “As 10 técnicas de manipulação de massa” o filósofo Noam Chomsky, descreve a técnica da distração que consiste em: divulgar muitas informações pela imprensa, com o objetivo de fazer a população esquecer a realidade que lhe é submetida e tornar-se passiva, e alvo de manipulação. Fora da ficção, a teoria de Noam é evidenciada festa brasileira que é o carnaval, que tem sido utilizado como ferramenta de manipulação, cada vez mais o festejo tem sido elitizado, consequentemente, grande parte da população brasileira não consegue participar, por motivos financeiros.

A priori, a camarotização de um símbolo da nacionalidade brasileira que é o carnaval, tem tido um crescimento exponencial. Na Bahia, um abadá do bloco largadinho que foi fundado pela cantora Claudia Leitte, pode custar até 700$. Paralelamente, grande parte dos foliões não tem poder aquisitivo para comprar uma roupa com este preço, por isso, optam por comemorar o carnaval em blocos populares.

Consequentemente, o número de “foliões pipoca” tem aumentado significativamente nos últimos anos. De acordo com a secretária de cultura da Bahia, por volta de 300.000 foliões pipoca, aquele que desfila sem pagar, iram estar nas ruas no carnaval de 2020. Analogamente, este era de fato o objetivo do carnaval quando foi fundado, o “entrudo” como era chamado na época, oriunda-se com os escravos em meados do século XXI.

Dessarte, é mister que o carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI seja mais valorizado. Para que a polução tenha consciência da problemática, urge que a imprensa escrita e falada faça campanhas nas redes sociais, por meio de patrocínio estatal, relatando a importância do carnaval e o que ele representa para o Brasil e para o povo brasileiro. Somente assim o problema será resolvido, evitando que o carnaval seja apenas mais uma manipulação de massa, como disse Noam Chomsky.