O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

Enviada em 24/02/2020

Thomas More retrata uma sociedade perfeita em sua obra “Utopia”, onde o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a superestimação do carnaval como símbolo da nacionalidade apresenta barreiras, as quais dificultam concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto dos gastos exorbitantes dos cofres públicos, quanto dos perigos escondidos durante os dias de folia. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeiro lugar, é importante pontuar que o gasto exorbitante deriva da ineficácia vinda dos setores governamentais em analisar as reais necessidades da sociedade brasileira. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem - estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à ineficiência na atuação das autoridades, os gastos chegam a números extraordinários, o Carnaval do Rio de Janeiro chegou a custar 35 milhões de reais, em períodos de total crise social no país.

Ademais, é imperativo ressaltar os perigos escondidos nos dias de folia. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a ingestão de álcool puro ao ano por pessoa no Brasil chegou a 8,9 litros em 2016, superando a média mundial de 6,4 litros. Partindo desse pressuposto, o descaso estatal torna-se inadmissível com o passar do tempo e o surgimento de novos problemas a cada ano.. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o descontrole de gastos contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o impasse, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio da Secretaria Especial da Cultura, será revertido em análise minuciosa dos gastos públicos, através da criação de setores especializados, contando com economistas e profissionais de T.I, no intuito de agilizar o processo. Desse modo, a situação será atenuada em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema e a coletividade alcançará a Utopia de More.