O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

Enviada em 29/02/2020

O carnaval teve início no período colonial, sendo sua primeira manifestação através do Entrudo - brincadeiras diversas realizadas pelos escravos da época. Contudo, as festividades entrou em declínio em meados do século XIX, após repressões policiais, dando espaço ao carnaval moderno. Destarte, o carnaval é um símbolo da nação brasileira, visto sua diversidade e alegria em sua comemoração. Entretanto, o descaso governamental, bem como a mercantilização da cultura são impasses que prejudicam a efetivação da festa popular brasileira.

Nesse viés, a fuga das responsabilidades por parte do Estado cria situações em que o carnaval torna-se badernado - contrariando ideais aristotélicos de deveres governamentais perante a proteção nacional. Exemplo de tal é o aumento das violências nas ruas nessa época, sendo a precariedade na gestão de funcionários da segurança auxiliadora. Além disso, gastos excessivos com desfiles,sambódromo e entretenimento são preocupantes, visto que outras áreas de administração política, como a educação, passam por grandes debilidades. Apesar disso, de acordo com o jornal online Jusbrasil, o Rio de Janeiro gasta por ano mais de 30 milhões de reais com o carnaval. Assim, o descaso governamental cria incoerência em sua administração, compondo-se precisa a discussão em frente à Receita Federal.

Ademais, a apropriação cultural, caracterizada por assimilação de uma cultura que não seja sua, é um imbróglio, no momento em que os costumes apropriados não recebem a devida importância, sendo usada apenas para a comercialização e a diversão dos apropriadores. Assim, em consenso aos pensadores da Escola de Frankfurt, a indústria cultural é um mal do século XX, visto que a ideologia do consumismo exacerbado veiculado ao que é dito arte, como em fantasias indígenas, gera alienação e acriticidade. Outrossim, o turismo sexual, em que gringos possuem intenção pré-estabelecida de praticar relações sexuais com os residentes do destino, é preocupante no momento em que a prática é ampliada durante o carnaval, objetificando amiúde o corpo feminino. Destarte, a mercantilização da cultura gera a permanência de visões estereotipadas e com isso a desigualdade; logo, é preciso o rearranjo da organização desse momento festivo.

Portanto, cabe à Receita Federal, como responsável pela administração dos tributos federais e do capital brasileiro, redistribuir as verbas nacionais. Assim, os investimentos serão divididos de maneira equivalente a áreas como da educação e da segurança, gerando acesso à informação perante os perigos advindos da festividade, entre eles, a manipulação e o preconceito às outras culturas. Dessa maneira, o descaso governamental, como também a mercantilização de culturas serão amenizados.