O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI
Enviada em 29/02/2020
Conforme Newton, ‘’Insanidade é realizar os mesmos atos e esperar resultados diferentes‘’. Nesse sentido, a visão de Newton tem se aplicado à realidade, tendo em vista a organização do carnaval no Brasil. Assim, depreende-se que fatores como hierarquia social e falta de saneamento contribuem para o agravamento da situação.
A princípio, nota-se que a condição de rende se trata de um potencializador da exclusão social. Em relação a isso, segundo Rousseau, ‘’A vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos’’. Relativamente, observa-se que a exclusão social pode ser encaixada na teoria de Rousseau, uma vez que aqueles com melhores condições sociais mais privilégios em meio a uma festa elitizada, por exemplo, os camarotes, os quais são um ambiente restrito a maioria, vem se tornando cada vez mais caros e menos acessível. Consequentemente, o carnaval deixou de ser um símbolo cultural, passando a se tornar cada vez mais elitizado.
Ademais, a carência de higiene básica identifica-se como outro agente marcante da problemática. Na época média, houve a peste negra, que consistiu em uma epidemia, proliferada pelas péssimas condições de higiene, a qual dizimou um terço da população europeia. No cenário brasileiro atual, os legados da Idade Média perduram, pois ainda se percebem falta de asseio básico, como a precária situação dos banheiros químicos somando a incidência de urina em locais públicos. Por conseguinte, o ambiente carnavalesco se trata de um grande estopim para a disseminação de doenças.
Logo, a organização do carnaval requer apoio do Estado. O Governo deve investir em infraestruturas para festejo carnavalesco, por meio da construção da construção de espaços públicos, os quais iram ser utilizados para as pessoas com baixa renda social, a fim de amenizar a desigualdade social. Além disso, cabe ao Estado investir em higiene pública, por meio da limpeza de banheiros e ruas, a fito de evitar a disseminação de doenças.