O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

Enviada em 24/02/2020

No Rio de Janeiro, foram criados os bailes de carnaval pela elite brasileira do século XIX. Em teatros e clubes, essa festividade tornou-se cultural no país com o passar dos anos. Atualmente, embora esse símbolo nacional permaneça pouco democratizado, as minorias sociais encontram, as vezes, visibilidade no período carnavalesco, o qual também promove uma enorme lucratividade para o Brasil. Diante disso, faz-se urgente a discussão de tais aspectos desse ícone nacional contemporâneo.

Convém denunciar, a princípio, a participação precária dos menos privilegiados economicamente no carnaval. Tal perspectiva, é observada nos preços exorbitantes de ingressos e abadas, restringindo a íntegra participação dos mais pobres na maioria dos eventos, corrompendo-se, assim, a democratização do lazer e do acesso à cultura. Em contra partida, é importante evidenciar as críticas sociais feitas no meio artístico carnavalesco, como, por exemplo, as lindas sátiras produzidas pelas Mangueira e Tom Maior contra a violência policial que vitimiza jovens negros. Portanto, o carnaval é um demonstrativo de várias faces do Brasil.

Outrossim, esse longo feriado virou um mercado cultural lucrativo. Nesse sentido, a popularidade e exuberância de tais festas atraem diversos turistas, injetando milhões de reais anualmente na economia brasileira, favorecendo, principalmente, pequenas empresas, em conformidade com o jornal O Estadão. Logo, as músicas, festas e fantasias carnavalescas são, por vezes, bons elementos da identidade nacional brasileira no mundo.

Diante da conjuntura desses avaliativos, urge ao Estado, por meio da Secretaria da Cultura, desenvolver um plano nacional de valorização do carnaval, a fim de reparar falhas e otimizar aspectos positivos dessa cultura. Tal programa deve ser instrumentalizado na parceria entre governo e meio privado, para baratear os eventos dessa época, mediante incentivos fiscais, organizando em cada cidade shows, desfiles e blocos mais acessíveis. Destarte, esse símbolo nacional será aprimorado, por abranger não somente a elite, mas outras camadas da sociedade brasileira.