O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI
Enviada em 25/02/2020
O carnaval chegou ao Brasil como entrudo, uma bricadeira que consistia em jogar água, farinha entre outros elementos nas pessoas que passavam pelas ruas. Por ser considerada uma brincadeira violenta, foi fortemente reprimida pela elite brasileira a partir da década de 1840; assim surgia os bailes de máscaras em clubes fechados, e mais tarde no Rio de Janeiro aparecia as chamadas sociedades, que desfilavam pelas ruas. Nos dias atuais, o carnaval é considerado como símbolo da nacionalidade brasileira. No entanto, essa festividade tem mudado seu objetivo exclusivo da diversão dos foliões, já que todos os anos o carnaval gera uma alta receita para os cofres públicos e comerciantes, levando a outro problema, a não democratização do carnaval.
Quando o carnaval foi introduzido no Brasil, tinha a finalidade de diversão, porém, com a intensificação do capitalismo isso tem mudado, e carnaval tornou-se sinônimo de lucratividade. No ano de 2019, segundo o site de notícias exame, foram gerados 3,78 bilhões de reais para a econômia do Rio de Janeiro; assim toda beleza do carnaval brasileiro, conhecida pelo mundo inteiro, e que inclusive atrai milhares de turistas todos os anos, camufla a industria capitalista, que logicamente não beneficia a todos, levando a não democratização do carnaval.
Com a capitalização do carnaval, muitas pessoas deixaram de ter acesso a todos os privilégios dessa festividade. No Brasil, o direito a cultura e lazer é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão, contudo isso tem sido modificado. Logo isso leva a uma desigualdade social, já que aqueles com mais capital, têm acesso a mais segurança e diversão dos camarotes, e possuem assegurado até mesmo uma maior segurança alimentar, já que podem frequêntar restaurantes devidamente fiscalizados; já aqueles com baixo poder aquisitivo são expostos a roubos e arrastões que ocorrem com a multidão, e intoxicações alimentares por recorrerem a alimentos mais baratos oferecidos em barraquinhas nem sempre tão higiêncas.
Tendo em vista os argumentos apresentados, vê-se a necessidade de implantar políticas públicas para a resolução dos problemas citados. O Ministério da Cultura juntamente com os Gorvernos Estaduais, devem utilizar o dinheiro arrecadado para aumentar a inclusão social, investindo em segurança, para que todos possam aproveitar o carnaval da mesma forma. Também é essencial o investimento em eventos culturais abertos ao público e promover descontos para estudantes a locais privados, assegurando o direito previsto em lei as pessoas. Assim o carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira seria grande motivo de orgulho, já que garantir essa cultura a todos os brasileiros também é garantir a liberdade de expressão.