O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI
Enviada em 28/02/2020
Pessoas de vários lugares do planeta, ao tentar definir o Brasil e o povo brasileiro, geralmente usam, entre outras palavras, “Carnaval”. A fama do país em quase todo o mundo exterior não é à toa. A festa, que possui origem em civilizações europeias antigas, como forma de agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção, chegou ao Brasil no período colonial, trazida pelos portugueses e, hoje em dia, é um dos principais símbolos da cultura do país.
Entretanto, diferente do que se costuma pensar, a festa não é exatamente para todos. Apesar de movimentar a economia interna do país, por conta do grande número de turistas, o Carnaval está, a cada ano, mais voltado à parcela populacional de renda média-alta, aos que têm oportunidades de bancar fantasias, desfiles e gastos alimentícios, considerando que os preços dos produtos sobem drasticamente durante essa época. Além disso, a segurança e a saúde pública ficam comprometidas durante os festejos. Os casos de assédio, feminicídio, violência urbana e o descarte de lixo e rejeitos humanos nas ruas aumentam de forma extrema.
É evidente, portanto, que o rumo pelo qual as comemorações do Carnaval estão seguindo, não é o mais indicado. Logo, se faz necessário que os representantes estaduais e municipais, juntamente com a Secretaria da Saúde respectiva de cada município e a Polícia Militar, tomem iniciativas para democratizar os festejos, propiciando maior acesso à população e aumentando a vigilância sanitária nas ruas. As escolas de samba, por sua vez, devem buscar reduzir os gastos, investindo em materiais reutilizados em seus desfiles. Dessa forma, uma festa tão importante para o povo brasileiro, que é o Carnaval, poderá ser realmente aproveitada por todo o povo, de forma democrática e igualitária.