O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

Enviada em 27/02/2020

Desde antigamente podemos perceber a comemoração com excessos por parte da população, na Grécia antiga por exemplo as festas dionisíacas em homenagem à Dionísio, deus do vinho e da alegria, eram sobre abundância e um costume que até hoje é conhecido como marca do povo ateniense, atualmente centenas de anos depois temos em nosso país o carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira do século XXI, porém apesar de ser uma marca do nosso país não é todos que podem aproveitá-la.

Em primeiro lugar, apesar de o feriado ser conhecido como uma festividade onde as pessoas podem se libertarem da pressão do cotidiano muitas pessoas acabam ultrapassando os limites aceitáveis para o bom divertimento de todos, um exemplo disso é o machismo e assédio visivelmente presente nos locais onde ocorrem os desfiles causado pelo esteriótipo criado de “mulher vulgar” acabam colocando medo em muitas mulheres durante essa época do ano, a objetificação das mulheres existente não apenas durante o carnaval mas sim durante o ano inteiro se mostra ainda mais normalizado durante esse período assim como as festas dionisíacas na Grécia antiga.

Além disso outro problema que impede de grande parte da população de aproveitar o carnaval é os preços cada vez mais altos, seja para camarote ou desfiles, e apesar de muitas cidades oferecerem espaço grátis para a folia ainda existem pessoas que não podem se permitir participar, pois para muitas pessoas aproveitarem o carnaval outras pessoas precisam servi-las, serviços como mercado para a compra de bebidas alcoólicas, que são consumidas em grande quantidade nesse período, e a limpeza dos banheiros são exemplos de trabalhos necessários para o aproveitamento do festejo dos mais previlegiados, assim enquanto uns aproveitam outros são aproveitados.

Dessa forma podemos ver como a desigualdade social e o sistema patriarcal vem junto como símbolo do nosso país adjunto com o carnaval, por isso campanhas contra o assédio devem ter mais visibilidade nos meios midiáticos e a lei deve proteger as mulheres que lutam pela a sua liberdade de diversão durante esse período também, as desigualdades devem ser sempre debatidas pois as consequências vão muito além de 4 dias de carnaval.