O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

Enviada em 27/02/2020

Folia. Festa popular. Curtição. Não se negar a influência cultural que o carnaval possui no Brasil. Nessa continuidade, tal comemoração envolve pessoas de todas as partes do país e contagiam os Estados brasileiros em ritmo de festa e folia. Entretanto, a mesma, ao passar dos anos, mostra um constante desenvolvimento de índices negativos. Nessa linha de raciocínio, o uso de verba pública, aumento de furtos e roubos e o assédio sexual são os principais exemplos de atrocidades presentes nessa festa popular. Por conseguinte, faz-se necessário analisar os motivos que causam a vulnerabilidade e a passividade dos brasileiros diante dessas truculências e, posteriormente, as possíveis complicações que podem ocorrer.

Em primeiro lugar, há de se entender a fragilidade social estagnada na população. Nesse sentido, de acordo com a obra ‘‘Modernidade Líquida’’, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, tal fragilidade é originada a partir da falta de relações sociais adquiridas com o desenvolvimento dos bens materiais e dos meios de comunicação. À vista disso, o povo se torna manipulável e fragilizado,o que, consequentemente, faz com que o mesmo enxergue apenas o que lhe faça bem. Diante do exposto, o governo aplica uma espécie de ‘‘política do pão e circo’’, na qual era caracterizada pela enganação de todo o meio social, em pleno século XXI.

Ademais, é necessário ressaltar possíveis agravamentos decorrentes dessa situação. Nessa linha de raciocínio, de acordo com a obra ‘‘Banalização do Mal’’, da filosofa alemã Hannah Arendt, aquilo que é degradante e constante, torna-se comum perante a sociedade e para de ser visto como algo negativo. Nesse seguimento, a liberação de verbas para escolas de samba, para a organização do local e até mesmo para pessoas de grande influência é ignorada pela maioria dos brasileiros, sendo destinada para fins que não beneficiam a população, prejudicando obras, saúde e educação públicas.

Em suma, o carnaval deixa de ser uma comemoração e passa a ser via para a manipulação. Portanto, para evitar mais complicações, cabe ao Ministério da educação e da saúde (MEC), promover campanhas em todas as escolas, por meio do uso correto e coerente das verbas públicas, afim de certificar o aprendizado da importância cultural e social dessa festa popular para a história brasileira. A partir disso, a vulnerabilidade de todos deixará de ser estagnada, recuperando o caráter crítico para o desenvolvimento social, garantindo a prosperidade do país e das pessoas, rompendo, por fim, com as ideias de Zygmunt Bauman e de Hannah Arendt.