O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI
Enviada em 01/03/2020
A história, muitas vezes, assume valor essencialmente prático na realidade. A coragem dos marinheiros portugueses do século XV, por exemplo, fomentada pela obra ``As Viagens de Marco Polo´´ deve servir de referência para as autoridades romperem medidas conservadoras e investirem em propostas inovadoras que visem, de fato, solucionar o problema da supervalorização do carnaval -símbolo da nacionalidade brasileira- no contexto de crise socioeconômica. Infelizmente, a persistência dessa adversidade condena a sociedade á prisão da irracionalidade.
Nesse sentido, é válido mostras o paradoxo entre Estado inobservante com relação a problemas sociais alarmantes e povo alienado acerca de ideologias carnavalescas em detrimento de engajamento em questões sociais. Desse modo, nota-se o Carnaval como benéfico por constituir uma época festiva e utilizada para espairecer ao afastar de muitas pessoas o lado subconsciente de responsabilidades e aproximar aquele dos prazeres, evitando o estresse. Porém, esse evento mascara problemas sociais preocupantes, como a falta de saneamento básico em diversas regiões e a pobreza que, segundo o IBGE, ultrapassa os 25% da população, o que torna o povo ainda menos ativista e alienado de seu poder revolucionário, assemelhando-se a população da Roma Antiga durante a ocorrência da política do Pão e Circo, a qual esquecia do desabastecimento alimentício ao comer pão distribuído em festividades periódicas no Coliseu.
Para além, é importante ressaltar que as pessoas agem de modo imediatista durante o carnaval e não se preocupam com consequências futuras, caracterizando perfeitamente a falta de austeridade análoga ao ``jeitinho brasileiro´´. Essa postura imediata remete, paralelamente, à tendência zoomórfica naturalista da segunda metade do século XIX que denunciava a postura humana de busca incessante pelo prazer sexual efêmero, comparando esses indivíduos a animais. De volta a atualidade, essa ideologia se aplica ao carnaval com as relações sexuais irresponsáveis e instintivas que geram gravidezes indesejadas e DST´s, o que torna lamentável o carnaval ser o símbolo da nacionalidade brasileira.
Portanto, cabe o Ministério da Educação, por meio da criação de palestras em escolas de ensino básico que contem com a presença de sociólogos e filósofos, esclarecer aos jovens a faceta alienadora do carnaval, com o intuito de eles se tornarem ativistas em causas sociais e não se tornarem massa de manobra e com objetivo os jovens, futuramente, romperem o estigma carnavalesco de que `` tudo é permitido´´. A coragem dos agentes, enfim, é fundamental para solucionar o impasse, similarmente, como Marco Polo enfrentou grandes distâncias para chegar à China.