O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI
Enviada em 01/03/2020
Etimologicamente “carnaval” origina-se do latim - “carna vale” - e equivale a “despedida da carne”. Tendo como produto da antiguidade europeia, o carnaval brasileiro possuí um norte que o diferencia dos demais ao redor do mundo. Aludindo a um patrimônio imaterial, essa festa popular faz-se aquecer o espírito nacionalista, como também a economia, principalmente, quando se trata de contas particulares de muitos empresários e políticos.
Nos bastidores de uma grande festa, há muita burocracia em questão, como a empresa que terá o monopólio de venda das bebidas ou quem gozará de alguma licitação vantajosa, entretanto esses detalhes estão ocultos na alegria e na alienação da chamada pipoca ou “unidos do pão e circo”. Enquanto muitos pensam, ilusoriamente, que o carnaval é uma festa do povo, a cada ano essa válvula de escape para os problemas sociais do Brasil torna-se cada vez mais elitista.
Outrossim, é importante ressaltar a crescente violência registrada nesses eventos, juntamente com sucateamento de determinados blocos que apoiam causas - como a feminista ou a LGBTQI+ - e constroem uma festa de princípios políticos, reivindicando direitos para a minoria. Fazendo com que a massa não desfrute desses dias de festa igualitariamente, sendo ao fim, os mais abastados, os políticos e a economia em cima do trio, que possui como combustível milhares de pessoas alheias às verdadeiras rimas da marchinha.
Em suma, são necessárias medidas que atenuem a alienação da maioria da população, com o apoio do governo e de grandes mídias para torna-se a transparência pública - prevista na Carta Magna brasileira de 1988 - mais evidente, expondo ao cidadão os gastos, lucros e licitações advindos dessa grande festa. Bem como um planejamento mais igualitário, garantindo mais segurança, não só para as pessoas que possuem um abadar mas também para foliões que só querem curtir com tranquilidade os blocos de rua. Também como destaque, o apoio do Ministério da Economia - a partir de sanções especiais - aos pequenos vendedores que veem essa época do ano como fonte alternativa de renda. Para que assim, a “despedida da carne” seja jocosa para todos e o trio não represente uma desigualdade, mas sim, um simples precursor de arte, cultura e festa.