O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI
Enviada em 29/02/2020
No século XVIII, a rainha Maria Antonieta realizou luxuosas comemorações que destoavam do cenário político da época. Hodiernamente, essa prática distrativa ainda acontece com o carnaval brasileiro, o qual, apesar de trazer alguns benefícios culturais e econômicos, revela um caráter dissimulatório igual às organizações festivas de Antonieta. Assim, faz-se imprescindível analisar esse cenário com o intuito de sanar a problemática.
Em primeiro momento, é notável que o carnaval é positivo para celebrar a identidade nacional e movimentar a economia turística. Segundo o escritor Mário de Andrade, a cultura brasileira é feita por meio da antropofagia de outras, ou seja, por suas misturas. Diante disso, percebe-se que essa grande festa mescla várias vivências de todos os cantos do Brasil, o que reascende um sentimento de pertencimente. Outrossim, devido ao grande número de turistas que visitam as regiões brasileiras, há o fortalecimento da área econômica envolvida.
Contudo, existe também o lado negativo de tal festividade: a distração dos problemas do país. Durante o Império Romano, houve a política do “Pão e Circo”, a qual era utilizada para desfocar o pensamento da população das questões sociais precárias. De maneira análoga, percebe-se que, no Brasil do século XXI, o carnaval ganha finalidade similar, haja vista que é um momento no qual grande parte dos habitantes do país esquecem-se das reais adversidades enfrentadas na esfera socioeconômica.
A simbologia carnavalesca no Brasil atual, portanto, tem seu ponto negativo a ser desfeito. Desse modo, é dever do Ministério do Turismo atribuir temáticas anuais ao carnaval, por meio de campanhas distribuídas pela mídia televisiva e cibernética, com o intuito de evidenciar problemas a serem combatidos, assim como ocorre com o movimento religioso ‘Campanha da Fraternidade’. Ademais, faz-se mister que essas campanhas deem destaque às críticas sociais realizadas pelas escolas de samba em seus desfiles. Então, com tal medida, o carnaval distanciar-se-á dos alienatórios eventos franceses e romanos supracitados.