O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI
Enviada em 01/03/2020
A marchinha de carnaval “Carnaval, carnaval” canta o seguinte: “Pra quem vive o ano inteiro/ Prisioneiro da hipocrisia…/ Um remédio eu quero ensinar…/ Carnaval, carnaval, carnaval”. O trecho dessa música evidência um grande fato na nossa sociedade: a utilização do carnaval como “válvula de escape” por milhares de foliões.
Além dos brasileiros veem o carnaval como símbolo de nossa nacionalidade eles também enxergam esses 5 dias de folia como uma fuga da nossa realidade social. É como se tudo o que fosse feito nesse feriado não pudesse ser julgado. Isso acaba, de certa forma, fechando os olhos dos cidadãos para os outros fatores que acompanham essa festividade. Como, por exemplo, a ascensão do capitalismo.
Durante o carnaval, é comum vermos vendas de abadas, camarotes e entradas para shows com valores altíssimos. Os que não podem pagar ficam com as atrações “gratuitas” financiadas pelo governo, mas que geram custos do mesmo jeito. Os comerciantes se aproveitam desse feriado para aumentar a inflação de vários produtos indispensáveis culturalmente, gerando um exclusão social aos cidadãos de baia renda.
Apesar disso tudo, não podemos negar o valor cultural que essa festividade tem para o povo brasileiro, portanto, o Ministério da Cultura (MinC) deveria implementar políticas públicas que visassem melhorar a diversão dos foliões por meio de mais eventos gratuitos que gerem mais lazer a todos os brasileiros, pois como disse Confúcio “A cultura está acima da diferença da condição social”. Assim como os governadores de cada estado, juntamente de instituições locais, deveriam criar projetos de apoio aos foliões de baixa renda, disponibilizando fantasias e adereços, proporcionando assim, maior inclusão social.