O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

Enviada em 01/03/2020

É inerente ao homem, dentro de um mundo plural, buscar sua própria identidade como povo e nação. No Brasil, tal manifestação se dá pelas festividade culturais, sendo o carnaval a principal delas, visto como símbolo da nacionalidade brasileira dentro e fora do país. Porém, tal festividade segue enraizada com uma triste realidade de segregação associada ao turismo, que torna o nosso símbolo nacional um comércio lucrativo e de manipulação.

De acordo com a máxima de Aristóteles, “a política deve ser utilizada de tal forma que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado”, mas equilíbrio passa longe de nossa realidade. O turismo, como meio lucrativo e assertivo para o governo, é um oportunidade perfeita de gerar capital para os cofres, sendo assim, prioridade de investimento em detrimento de outras carências de nossas fronteiras, como, educação, saúde e alimentação.

Otaviano, primeiro imperador de Roma, descontente com as manifestações contrárias às exigências feitas pelos romanos por melhores condições de vida, deu origem ao “pão e circo”, onde eram realizados eventos festivos para para desviar a atenção dos mesmos. Em nosso país não se faz diferente, logo, o carnaval deve ser visto com minuciosidade, para que não se seja dada a atenção indevida perante questões pertinentes não sanadas de nossa sociedade.

Portanto, tal realidade merece um olhar mais cuidadoso da nossa sociedade como um todo. É necessária a atenção governamental quanto a essência de nossa festividade cultural, como a abrangência de locais festivos, incentivo ao livre comerciante sem taxação. Cabe também a nós olhares mais assertivos à nossa realidade como um todo, procurando o equilíbrio, com a exigência do que nos é básico, para que o motivo de nossas festas seja também o cumprimento de nossas exigências, sendo como o carnaval a nossa identidade, como indivíduos pertencentes a uma nação, o Brasil.