O casamento infantil no século XXI

Enviada em 26/09/2019

O casamento infantil está presente em todo o mundo, com maior incidência em países subdesenvolvidos. Apesar de aceito como parte da Cultura em alguns locais, atualmente é visto como uma prática a se combater. Por isso, é necessário tratá-lo como um problema pelas consequências danosas que impõe às crianças e aos adolescentes.       Frequentemente organismos internacionais ligados à defesa dos Direitos Humanos e à proteção da infância, como a ONU e o Unicef, denunciam situações de violação dos direitos das crianças e dos adolescentes. Algumas das consequências são o estupro, a violência, a perpetuação da pobreza e a evasão escolar. Como exemplo, há alguns anos a mídia internacional noticiou a morte de uma menina de oito anos no Iêmen, após a noite de núpcias com seu marido de 40 anos, em decorrência de hemorragia e de ruptura uterina. Sem dúvida, um claro exemplo de estupro e violência.

Além disso, os noticiários têm apresentado debates e resultados de pesquisas que apontam que crianças e adolescentes nessa situação são, geralmente, alvos de violência doméstica pela alta situação de vulnerabilidade em que se encontram. Também representam o grupo que mais abandona a escola e o grupo com menos renda. Logo, são os menos escolarizados e os mais próximos da pobreza extrema.

Diante disso, é importante que ONGs e Mídia atuem conjuntamente para ajudar na busca de soluções para esse grave problema. Elas podem, por meio de manifestações públicas de repúdio, de campanhas publicitárias e de palestras em escolas e em outros espaços, denunciar a situação desse público e exigir providências. Dessa forma, contribuem também para que a sociedade informe-se e se conscientize da necessidade de cobrar do poder público políticas públicas de proteção, de cuidado, de apoio e de combate para a erradicação dessa prática.