O casamento infantil no século XXI
Enviada em 21/10/2019
O ativista político Marthin Luther King afirmava que a injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar. De maneira análoga, o casamento infantil no século XXI estabelece uma série de injustiças cometidas contra adolescentes e crianças, em sua maioria meninas. Diante dessa realidade, convém analisar as consequências e possíveis resoluções da problemática em questão.
Em primeira análise, é vital discutir as implicações catastróficas do casamento infantil para as meninas ao redor do mundo. Em países diversos, o matrimônio infantojuvenil é legalizado. Isso acarreta na violação de inúmeros direitos da criança e adolescente. Assim, as meninas engravidam antes dos quinze anos, o que ocasiona no prejuízo à saúde, tanto da gestante quanto do bebê, que tem a grande probabilidade de morrer logo após o parto, segundo o site az.mina.
Além disso, é mister citar a forma como o casamento infantil condena as jovens meninas a uma vida sem perspectiva. Primeiramente, muitas delas são forçadas a casar, e respectivamente, forçadas a ter filhos, o que confere em estupro. Ademais, segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), a maioria das meninas é impedida de estudar e trabalhar. Tal situação as obriga a serem donas de casa e mães por toda a vida.
Em síntese, medidas urgentes devem ser tomadas para transformar o hodierno cenário. Com o intuito de mitigar o problema do casamento infantil, os governos dos principais países nos quais o matrimônio infantojuvenil ocorre, devem oficializar leis que condenem a prática em questão. Isso deve ser feito por intermédio do auxílio de ONGs e organismos internacionais. Além disso, a educação deve ser promovida como principal fator de mudança desse quadro. Por isso, os governos devem investir em educação a fim de propiciar a essas meninas, outras alternativas de vida. Dessa maneira, as injustiças cometidas contra essas jovens serão, gradativamente, amenizadas.