O casamento infantil no século XXI
Enviada em 31/10/2019
Segundo uma notícia publicada pelo site G1, o casamento infantil atinge cerca de 20 mil meninas por dia. Diante desse dado alarmante, é necessário perceber que o casamento infantil afeta negativamente a vida de garotas no mundo inteiro e que é sustentado pela legislação de vários países que permite o casamento abaixo dos 18 anos com o consentimento do pais, entre os quais se encontra o Brasil. Assim sendo, é importante notar as principais consequências do casamento precoce que são: a gravidez antecipada e o aumento da taxa de evasão escolar.
Em primeiro plano, vale ressaltar que o perigo da gravidez precoce entre as jovens com menos de 18 anos é uma grande problemática em países onde o casamento infantil é permitido. De acordo com a gerente técnica de gênero e incidência política da Plan International Brasil, Viviana Santiago, as meninas que se encontram em um casamento infantil, em geral, passam por grandes dificuldades ao negociar o uso de preservativos e planejar suas gravidezes perante as imposições de seus parceiros. Logo, é perceptível que essas jovens que casam cedo, ficam mais expostas ao perigo da gravidez precoce, que além de causar a morte de inúmeras garotas, ainda traz outras consequências como a evasão escolar.
Por conseguinte, nota-se que, aliado a gravidez precoce, a evasão escolar é outra sequela do casamento infantil. Conforme dados publicado pelo Unicef, em países que a idade legal do casamento é menor que 18 anos, a taxa de matrícula de meninas é 14% menor quando comparado com países que a idade legal é maior que 18 anos. Desse modo, nota-se que o casamento infantil dificulta a continuação das meninas na escola pois essas se encontram inseridas em uma nova realidade aonde precisam cuidar de afazeres domésticos e lidar com a maternidade antecipada.
Infere-se, portanto, que o casamento infantil é um grande empecilho para o desenvolvimento do corpo social. O Ministério da Saúde, aliado aos postos de saúde, devem criar projetos e ações sociais focados nesse grupo de meninas vulneráveis, como projetos de conscientização sobre os riscos da gravidez precoce e a utilização correta de métodos contraceptivos, além de palestras sobre planejamento maternal, a fim de reduzir os casos de gravidezes prematuras. Aliado a isso, o Ministério da Educação (MEC), juntamente com a mídia, deve criar propagandas destinadas a essas jovens, ressaltando a importância da educação na formação pessoal e profissional do indivíduo, incentivando elas a continuarem estudando, a fim de diminuir o número de jovens que abandonam a escola após o casamento. Feito isso, será possível mitigar as consequências atreladas ao casamento infantil.