O casamento infantil no século XXI
Enviada em 29/10/2019
Desde a época colonial, o Brasil sempre foi um país machista, o que acarreta problemas até hoje, como o casamento infantil. Atualmente, o país é o 4° em maior número de casamento infantil do mundo, de acordo com a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), e grande parte deste número e elevado por meninas, que com a aceitação dos pais, acabam se casando precocemente. Deste modo, faz-se necessário mudanças, pois o casamento infantil ocasiona diversas adversidades, por exemplo, violência doméstica, o qual pode causar outras consequências, além do abandono escolar, gerando dificuldades financeiras no futuro.
Em primeiro lugar, e importante destacar que, com a aceitação dos pais, o casamento de menores ocorre em grande quantidade no país, o que compromete a infância e a adolescência. Ademais, segundo dados do Banco Mundial e da Unicef, os jovens que se casam antes dos 18 anos têm 22% mais chances de sofrerem violência doméstica, o que pode levar a outras complicações, como o aumento em 8 vezes na chance de morrer, de acordo com o Ministério da Saúde. Desta forma, é de máxima importância que medidas sejam tomadas, visando proteger as crianças e os jovens, para que possam ter uma vida digna e sem medo.
Por conseguinte, o casamento infantil gera um grave problema estudantil, pois faz com que as crianças e adolescentes interrompam seus estudos. Diante disso, segundo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele, o que demonstra que, a interrupção prejudica a pessoa como um todo, e não somente em conhecimento escolar, mas para todo o conhecimento da vida. Nesse contexto, percebe-se a importância de mudanças na sociedade brasileira o quanto antes, para que possa interromper essa adversidade.
Portanto, é de extrema urgência que o Governo, junto ao Ministério da Educação, tome providências, como palestras em salas de aula, as quais devem ser ministradas por médicos, assistentes sociais e psicólogos, para aconselhar as crianças e adolescentes sobre os riscos de engravidar precocemente e de se casar antes dos 18 anos. Além disso, outra medida cabível seria advinda do Ministério da Saúde, que por meio de pessoas da área da saúde, poderia fazer propagandas nas televisões, jornais, rádios e internet, informando a população sobre os riscos do casamento infantil, principalmente os pais, que autorizam os filhos a se casarem antes dos 18 anos, o que atrapalha a vida das crianças e pode levar a complicações para o resto da vida.