O casamento infantil no século XXI

Enviada em 31/10/2019

Anos após a independência do Brasil, Dom Pedro I, temendo aos golpes do irmão para tomar Portugal, oferece em casamento sua filha Maria, de apenas 7 anos, ao próprio tio. Não obstante da realidade brasileira, o casamento infantil ainda é comum em grande parte do país. Isso se evidencia não só pela vulnerabilidade econômica, quanto pela gravidez precoce. Nesse sentido, faz-se necessária a análise dessa problemática no tecido social vigente.

Em primeiro plano, pode-se afirmar que essa situação é bastante relevante. Nesse sentido, percebe-se que a vulnerabilidade econômica figura como um fator preponderante, visto que muitas jovens são obrigadas pelos pais a se casarem precocemente, como uma forma de garantir estabilidade econômica. Todavia esse fator pode gerar consequências alarmantes, como violência doméstica, sofrida por grande parte das jovens de faixa etária entre 15 a 19 anos, segundo dados do portal g1.

Ademais, vale ressaltar a gravidez precoce como uma das causas e consequências dessa mazela. Isso se evidencia pela obrigatoriedade de matrimônio após a perda da virgindade, de acordo com princípios religiosos, na qual devem constituir família após gravidez. Corroborando no aumento dos índices, em que o Brasil ocupa o 4º lugar no ranking mundial de casamento infantil. Portanto é imprescindível que haja mudanças

Destarte a problemática do casamento infantil faz-se indispensável de alterações. Cabe ao Poder Legislativo, a criação de medidas mais rigorosas a respeito do casamento de menores de idade, proibindo o matrimônio entre jovens menores de 18 anos, além de oferecer políticas públicas para erradicar essa problemática, a fim de garantir uma vida melhor das jovens e adolescentes.