O casamento infantil no século XXI

Enviada em 13/10/2020

A complexidade das relações sociais tem levado as pessoas a refletir sobre a possibilidade do casamento infantil no século XXI. Isso prejudica a vida e o futuro de milhares de crianças e causa outros problemas graves, como violência doméstica e mortalidade infantil. A Revolução Cultural necessária para superar esse desafio ainda tem um longo caminho a percorrer.

Os números sobre esta questão são chocantes: de acordo com a UNICEF, 7,5 milhões de meninas se casam antes dos 18 anos a cada ano, muitas das quais têm menos de 10 anos. Apesar disso, o entendimento jurídico dessa questão ainda varia muito entre os países, pois apenas metade deles envolve relações ilegais, ou seja, são casamentos legais com seus filhos, e não possuem estrutura física ou emocional para assumir a responsabilidade pela vida adulta ou pela gravidez. .

Essas responsabilidades causaram um destino cruel para muitas meninas. De acordo com a agência AzMina, complicações na gravidez são a segunda principal causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos. Além disso, a chance de bebês nascidos dessas meninas morrerem no primeiro mês após o nascimento aumentou em 50%. Devido ao acesso limitado à educação e oportunidades de trabalho, eles se tornam financeiramente dependentes de seus colegas e não têm perspectivas futuras.

.Considerando os antecedentes, a lei é a primeira forma de combater o casamento infantil. A Assembleia Nacional deve discutir e aprovar o Projeto de Lei 7119/17, que proíbe casamentos antes da idade adulta. Esta situação irá revogar o consentimento dos pais ou a legalidade da gravidez e considerá-la superior à vida futura da menina. Ao mesmo tempo, o Ministério da Saúde deve realizar palestras e treinar profissionais de saúde para lembrar as meninas e suas famílias dos riscos e consequências do casamento infantil. Portanto, com o apoio do sistema jurídico e as discussões sobre o assunto, o Brasil será capaz de superar esse problema.