O casamento infantil no século XXI

Enviada em 12/01/2021

Quando Roma foi fundada os homens perceberam que faltavam mulheres em sua civilização que pudesse lhe conceder filhos, mesmo que as mães fossem menores de idade. Nota-se que hoje, jovens têm engravidado de maneira precoce, o que estimula a prática do casamento infantil, problema motivado pelas discrepâncias sociais e pela negligêngia governamental.

Em primeira análise, cabe pontuar que as desigualdades sociais dificultam o acesso a educação e consequentemente os jovens ficam vulneráveis a pobreza, por exemplo. Dessa forma, jovens entre 15 e 19 anos tendem a engravidar de forma precoce, o que possibilita a perca da infância e a entrada em um mundo de responsabilidades. Além disso, muitas adolescentes são obrigadas pela própria família a se casarem com o pai da criança , o que as vezes faz com que as mães sejam vítimas de violência doméstica, por exemplo.

Outrossim, apesar da Constituição Brasileira de 1988 assegurar o bem estar social a todos os cidadãos, esse direito não tem se reverberado na prática. Dessa maneira, o Governo se mostra ineficaz em não punir responsáveis que autorizam ou até obrigam casamentos infantis e que de forma não ética acabam burlando leis e impondo à meninas menores de idade responsabilidades, matrimonial e maternal, as quais elas não estão preparadas.

Portanto, é necessário que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação promova palestras nas escolas que destaquem a importância dos métodos contraceptivos para evitarem uma gravidez precoce e, consequentemente, o casamento infantil. Ademais, é dever da família apoiar adolescentes gestantes ao invés de obrigarem essas a se casarem.