O casamento infantil no século XXI

Enviada em 23/04/2021

Para o filósofo John Locke, a sociedade constitui o Estado com o intuito de garantir seus direitos, dentre eles a vida, a liberdade e a propriedade. No entanto, o casamento infantil em evidência no Brasil é crime e viola os direitos dessas meninas. Diane disso, é notório que o casamento corresponde a uma atividade adulta, dessa forma não ocorrerá o comprometimento educacional dessas adolescentes.

Antes de tudo, o matrimônio é uma atividade madura e da vida adulta, mesmo que a união precoce dos jovens seja fruto de uma desigualdade socioeconômica. Com base nisso, segundo os dados da Fundação das Nações Unidades para a Infância (Unicef), o Brasil detém a quarta posição no “ranking” mundial de união de meninas com menores de 18 anos. Logo, esse casamento precoce é um problema social e jurídico que viola os direitos humanos, colocando essas jovens em estado de vulnerabilidade.       Além disso, uma união precoce para essa menor de idade gera prejuízo relacionado a sua educação com o abandono escolas, comprometendo o futuro. De acordo com Paulo Freire, professor e filósofo, afirma que: “Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Para a análise desse pensamento filosófico, fica evidente a importância da educação para transformação não só do mundo, mas dessas jovens que tem o direito a liberdade e igualdade. Desse modo, não ocorre interrupção da educação, criando uma perspectiva de futuro.

Portanto, para que o casamento infantil deixe de fazer parte da realidade brasileira, é preciso que esses contratempos sejam amenizados. Para isso, compete a mídia – que trabalha na divulgação de projetos de campanhas educativas e de cunho social – elaborar de forma assertiva que o matrimônio é uma atividade adulta por meio de entrevistas com profissionais psiquiatras e psicólogos para debate do assunto com a finalidade de intervir na formação dessas uniões. Ademais, cabe as escolas em parceria com as famílias estimular o estudo e o direito de ser criança, por meio de brincadeiras e diálogos, para que dessa forma possa ocorrer uma transformação da vida a partir da educação como afirma Paulo Freire.