O casamento infantil no século XXI
Enviada em 12/05/2021
Em pleno século XXI, o casamento infantil vem ganhando notoriedade, por ser um dos principais impactos expostos na sociedade que mais evidenciam reflexões, acerca dos problemas atribuidos a fragilidade e ao despreparo que muitas crianças e adolescentes que acabam sofrendo no dia a dia. Nesse sentido, deve-se discutir sobre os motivos da ocorrência do casório infantojuvenil, assim como as problemáticas acarretadas por essa situação polêmica.
Em primeiro momento, cabe destacar as causas que levam ao surgimento das práticas de matrimônio precoce no mundo contemporâneo. De acordo com dados da ONG Save the Children, a cada sete segundos uma menina com menos de quinze anos se casa no mundo. Ademais, o casamento infantil é um complexo acontecimento de união matrimonial com menores de idade, que tende a atingir com maior frequência meninas do que meninos. Desse modo, tal prática inclina-se a diversas divergências em vários países do mundo, que associam a prática de casório imaturo como algo cultural, ou até mesmo prejudicial para a vida de cada indivíduo inserido nesse fenômeno social.
Entretanto, vale ressaltar os possíveis questionamentos acerca dos problemas manifestados do casório na infância. Segundo Laura Flores, representante do Panamá nas Nações Unidas, “O casamento infantil e as uniões precoces são uma violação dos direitos humanos.” Dessa forma, o matrimônio imaturo pode acarretar consequências como gravidez precoce, aumento da taxa de mortalidade infantojuvenil, violência doméstica, analfabetismo, dentre outros fatores que propiciam graves “cicatrizes” na vida social de cada vítima afetada, que muitas vezes acabam não conseguindo aproveitar grande parte de suas infâncias, interrompidas por questões inesperadas de relações matrimoniais forçadas e inseguras.
Destarte, é necessário que o governo, em parceria com ONG’s, responsáveis por atuar na resolução de causas políticas e sociais, proponha a criação de leis e programas com elevada rigidez na proibição do casamento na infância e que instruam os jovens sobre as principais problemáticas impostas pela precoce união, diminuíndo o matrimônio imaturo e prevenindo o surgimento de novas vítimas. Certamente, tais ações irão proporcionar melhores formas de evitar infortúnios e perdas de meninos e meninas que são submetidas a prática do casório infatil.