O casamento infantil no século XXI
Enviada em 12/05/2021
De acordo com Aristóteles, “A base da sociedade é a justiça”. Entretanto, o contexto do Brasil do século XXI contraria-o, uma vez que o casamento infantil no século atual demonstra-se como uma questão de injustiça, devido à formação familiar e a falta de legislação, o que desestrutura a base da sociedade brasileira. Nesse sentido, é preciso que sejam aplicadas para alterar essa situação.
Deve-se pontuar, de início, que a formação familiar tem forte influência na problemática. De acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, o problema do casamento infantil no século XXI apresenta-se como um pensamento passado de geração em geração, o que dificulta o seu extermínio por capacidades externas, já que o problema encontra-se dentro das casas das pessoas brasileiras e estende-se por uma longa linha do tempo.
Além disso, cabe ressaltar que a falta de legislação é um forte empecilho para a resolução do problema. Segundo, Umberto Eco, “Para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. Com isso, percebe-se uma lacuna explicitada pela falta de uma legislação adequada. Assim, sem base legal, ações de remediação são impossibilitadas, o que acaba por agravar a questão do matrimônio imaturo nos dias atuais.
É necessário, portanto, que representantes políticos da esfera municipal e líderes de bairros mobilizem a população a elaborar cartas de denúncia e abaixo-assinados, exigindo a real aplicação da legislação brasileira. Tais documentos devem ser enviados ao site da Ouvidoria da Controladoria -Geral da União, de modo que a problemática do casamento precoce seja de conhecimento público e possa ser solucionada. Dessa forma, os cidadãos atuarão ativamente na mudança da realidade brasileira.