O casamento infantil no século XXI
Enviada em 09/05/2021
Segundo o artigo 227 da Constituição Federal de 1988, todas as crianças tem a garantia da proteção à sua infância, no entanto, tal direito não é garantido para todos, já que é evidente o casamento infantil no sécuko XXI. Logo, essa problemática tem bases em fatores sociais e influência de valores patriarcais.
Nesse sentido, a cantiga de roda ”Terezinha de Jesus” narra a história de uma menina que cai e é socorrida por três rapazes, o qual dois eram o seu pai e irmão, e o terceiro seria o que ela iria se casar. A partir de tal ótica, nota-se um paralelo com o casamento infantil, uma vez que, crianças casam com adultos com pouco tempo de convivência, pois devido a vunerabilidade social vivida por essas, elas veem em pessoas mais velhas e com melhores perspectivas econômica, uma forma de garantirem um futuro melhor para si e sua família. Em consequência disso, muitas vezes tal expectativa não é atendida e ocorre o aumento da violência doméstica e a sujeição do menor de 18 anos, pois ele é obrigado a aceitar essa situação, visto que o seu companheiro é responsável por levar dinheiroe proteção da casa.
Além disso, o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, afirma que os limites do campo de visão de uma pessoa, determina seu entedimento a respeito do mundo que o cerca. Dessa forma, o patriarcalismo é bastante evidente no Brasil nessa situação, pois as meninas são as principais submetidas ao casamento infantil, posto que muitos pais acreditam que uma forma de ”endireitar” ou controlar a sexualidade da adolescente é por meio do matrimônio cedo. Por conseguinte, ocorre o aumento do número de gravidez na adolescência, o qual essa traz altos riscos físicos e mentais para a mãe, porque essa ainda não tem um corpo pronto para uma gestação.
Portanto, faz-se mister uma ação interventiva para esse celeuma. Assim, é dever do Estado em parceria com a mídia promover campanhas de prevenção social aos grupos mais vulneráveis, por meio de propagandas em horários de alta audiência expondo o lado negativo do casamento infantil, para desfazer essa mentalidade que a única forma de ascensão ou ”endireitamento” de crianças pobres, seja pelo matrimônio, tendo em vista diminuir a violência doméstica e mortes de meninas, devido as complicações da gravidez na adolescência. Desse modo, com a tomada dessas atitudes, tal problemática será diluída.