O casamento infantil no século XXI

Enviada em 14/05/2021

Com base na clássica obra inglesa de Jane Austen, Orgulho e Preconceito, a preocupação no desposo precoce das meninas era algo comum, principalmente para evitar a miséria financeira e de “status” na época. No entanto, o casamento infantil ainda está, desnecessariamente, presente no século XXI, devido à falta de intervenção familiar e do Estado, sendo, nesse caso, imperioso que seja sanada essa chaga social.

Em primeiro lugar, pode-se citar a problemática do casamento por interesse dentro do romance urbano Senhora, de José de Alencar, como  fator da união precoce no século XXI. Nessa leitura, é evidenciada a negociação de menores de idade, na tentativa de aliviar a situação financeira das famílias, mas, trazendo para a realidade da sociedade contemporânea, o matrimonio de menores está diretamente associado à violência doméstica, evasão escolar, gravidez juvenil, entre outros problemas, devido à ausência de parentes para interferir e aconselhar corretamente. Nesse viés, cabe à família intervir, à fim de reverter a situação em debate.

Ademais, o descaso do Estado, também, está interligado com a ocorrência de casamento infantil na contemporâneidade. De acordo com relatórios do Banco Mundial, cerca de 554 mil jovens, entre dez e dezessete anos, são vítimas desse matrimônio precoce, pois não há reforço da lei contra esse ato, além da falta de investimento em palestras abordando o assunto, disponibilização de psicócologos ou fiscalização. Portanto, sem a resposta imediata do governo, a população infantil está condenada à esse ato questionável.

Logo, o casamento forçado pela família e o descaso do Estado são fatores decisivos para a ocorrência da união de menores no século XXI. Para solucionar essa problemática, é necessário que o governo, usando investimentos públicos, busque disponibilizar psicólogos que possam auxiliar os jovens nessa decisão, deverá, também, por meio do poder legislativo e do conselho tutelar, reforçar a lei contra matrimonio de tal faixa etária e fiscalizar, além de promover palestras para os jovens e seus familiares, no intuito de aconselhar esse público. Com isso, o Brasil e o mundo poderão mostrar-se capazes de reduzir o casamento infantil e seus resultados citados.