O casamento infantil no século XXI

Enviada em 17/05/2021

O casamento infantil não é uma invenção atual: na Grécia Antiga, as mulheres desde crianças já eram educadas para serem esposas, no intuito do casamento precoce. Desse modo é considerado um fenômeno complexo, que acarreta vulnerabilidades para mulheres e intensifica ao analfabetismo e pobreza, pois interrompe a educação escolar para se dedicarem aos seus maridos e tarefas domesticas. Por isto, é necessário avaliar as leis, pois a prática é uma violação aoss direitos humanos.

sob esse viés, o casamento casamento precoce é definido pela(ONU) como “uma união formal ou informal antes dos 18 anos,” essa prática é uma violação de direitos humanos que afeta principalmente as meninas, è importante ressaltar que o mesmo ato libidinoso ou sexo com menores de 14 anos, é considerado crime de estupro vulnerável no Brasil. Tal panorama representa a deficiência na construções leis, há brechas para que a aluna em vez de estar em sala de aula, esteja cuidando das atividades domesticas, a falta de politicas publicas que assegurem a integridade física e psicologica da mulher faz com que seje constante.

Atrelado á isso, a baixa condição financeira é um dos fatores que expandem a problemática, isso ocorre pois a mulher enxerga o casamento como uma forma de mobilidade social. Em decorrência disso os familiares praticam a cultura do casamento obrigando as “garotas” a se casarem com homens mais velhos em razão do “bem estar financeiro”, esse ato é comum principalmente em sociedades rurais. Assim sendo, torna-se notório a presença de um pensamento arcaico que continua enraizado na sociedade desde da Idade Antiga, que contraria o principal fundamento deixado por Antoine Lavoisier “nada se cria, tudo se transforma”.

Em virtude dos fatos, é evidente que a cultura do casamento infantil na contemporaneidade precisa ser desconstruida, é necessario que o governo crie programas escolares para ativação e motivação do conselho escolar na realização de suas atividades, prestando atenção especial as meninas mais desfavorecidas e vulneráveis, evitando com que a infância sejam perdidas.