O casamento infantil no século XXI
Enviada em 19/08/2021
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o à educação, segurança ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que o casamento infantil encontra-se efetivado na sociedade. Desse modo, a gravidez precoce em consonância com o desabono social são os principais pilares para esses impasses.
Primeiramente, vale ressaltar a gravidez na juventude como impulsionadora da problemática. Destarte, de acordo com o IBGE, 20% das meninas engravidam antes dos 18 anos. Por esse viés, denota-se que as jovens grávidas abandonam os estudos e escolhem se casarem para poder cuidar de seus filhos, pois na maioria dos casos não conseguiriam manter seus filhos sozinhas e estudando .
Ademais, vale salientar a exclusão social como perpetuador do impasse. Por essa perspectiva, de acordo com o sociólogo Karl Marx, em sua análise da sociedade, pessoas que possuem vulnerabilidade social são excluídas e abanadas. Sob essa ótica, muitas moças, em especial, de periferia optam por se casarem mais cedo, já que estão inseridas em um contexto precário. Assim, com medo de passar necessidades básicas ou por anseio de precisarem recorrer à prostituição escolhem o casamento.
Portanto, com intuito de mitigar o casamento juvenil, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério da Educação reverta essa verba em contratação de profissionais, que, por meio de workshops, nas escolas, fariam projetos com valor em dinheiro para auxiliar as adolescentes que possuísse baixa condição social. Além disso, ensinariam os jovens a como evitar uma gravidez antecipada. Somente Assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em completo vigor.