O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 17/04/2018

Na obra literária “Lolita”, lançada em 1955, o protagonista obsessivo, Humbert, narra a irreprimível e desastrosa atração que sente pela jovem de 12 anos, filha de sua senhoria. Considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma patologia, a pedofilia acentua-se crescentemente no meio familiar e social. No Brasil, em 2014, o disque-denúncia nacional recebeu, aproximadamente, 91 mil denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes. Diante disso, para combater essa mazela, deve acontecer uma educação preventiva contra os abusos e o incentivo ao tratamento a pessoas pedófilas.

É irrefutável que, cabe a sociedade não naturalizar a questão da erotização infantil, e sim, ficar ciente das consequências dessa problemática. Nessa perspectiva, um processo de aprendizagem, realizado pelo corpo familiar e escolar, sobre identificar os aspectos e as situações características de abuso sexual, será de suma importância no amadurecimento da criança em relação a sua integridade, mostrando que a mesma é dona do próprio corpo e que ninguém à pode tocar sem o seu consentimento. Dessa forma, o agressor poderá ser identificado mais facilmente, por conta da recusa da criança atrelada ao diálogo sobre tal episódio com pessoas próximas.

Outrossim, é indiscutível trilhar o melhor caminho para a prevenção antecedente a prática, mediante ao incentivo ao tratamento de pessoas portadoras de pedofilia. Sob o mesmo ponto de vista, o filósofo Aristóteles aponta que, tudo o que você tem a capacidade de fazer, tem a capacidade de não fazer. Assim assimila-se que o controle sexual pode ser suplantado. Dentre os métodos aplicados as psicoterapias são de grande valia, podendo ser vinculadas a medicamentos. Desse modo, além da prevenção as supostas vítimas, protegendo a sua integridade, a ação terapêutica iria amparar na inserção do indivíduo na sociedade, diminuindo os riscos que essa doença carrega.

Infere-se, portanto, que por violar a integridade emocional e física da criança e do adolescente, a pedofilia deve ser combatida, por meio da orientação a classe infanto-juvenil, e, sobretudo na procura de terapias por parte do pedófilo. Dessa forma, o Ministério da Educação em conjunto com ONG’s e escolas, por intermédio de palestras e aulas especificas, viabilizaria a discussão do assunto no núcleo familiar e escolar, possibilitando uma prevenção a prática deste crime, resultando na redução dos índices. Igualmente, O Ministério da Justiça e o Ministério da Saúde devem conscientizar que pedofilia é crime, através de campanhas midiáticas, ao mesmo tempo, mostrar que é possível tratar essa patologia, com a criação de centros de apoio, para que haja a recuperação do pederasta. Assim, iria concretizar-se o direito aos cidadãos de terem uma infância e adolescência digna e harmônica.