O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 10/05/2018

Conduzir uma conversa sadia é o passo número um em toda família. Contudo, alguns assuntos, como a sexualidade, ainda são vistos como impróprios em lares conservadores ou machistas. E esse é o maior agente que contribui para a desinformação de crianças e adolescentes acerca dos limites entre permissão e abuso e o aumento do índice de pedofilia no Brasil. Ainda, existem situações que envolvem sindrômicos, atletas e familiares. Sendo assim, não conhecer o próprio corpo atrai possíveis situações que envolvem violência sexual e traumas afetivos à vida adulta das vítimas.

Tendo em vista, foge do conhecimento de grande parte das pessoas, que saber como o próprio corpo funciona não é praticar masturbação ou assistir a vídeos impróprios, mas sim saber como o corpo responde aos desejos e o que ele é capaz de fazer. Porém, a escassez de conhecimento faz com que os acontecimentos inesperados se tornem curiosos e diferentes às crianças que não entendem a situação, ocasionando casos abusivos. Isso, em casos, devido à inclusão de jovens no campo de trabalho precocemente, ocasionando o convívio com médicos, fisioterapeutas e treinadores que, por terem contato, utilizam do trabalho como ferramenta para praticar violação à sexualidade de atletas. Além desses, existem os casos de portadores de deficiência que não possuem capacidade de se defenderem ou, se quer, discernir que o ato configura-se a um abuso, bem como o comportamento de uma criança em casa, na escola ou no lar de uma colega.

O que desperta medo na população e preocupação aos órgãos de cuidado à criança e ao adolescente é o crescimento de pedófilos ativos. Entretanto, se o único problema fosse esse o tratamento seria mais simples, mas abusar uma criança ou um jovem acarreta uma série de fatores de risco ao desenvolvimento humano e emocional, graças ao funcionamento psíquico atuante desde o período embrionário. Com isso, pode até faltar conhecimento sobre o que a situação representa, mas o medo, o receio de se relacionar com outra pessoa, os traumas quanto a profissionais da saúde e da figura paterna ou masculina, segue o inconsciente por um período indeterminado.

Por isso, é indispensável que medidas sejam tomadas para que se resolva o problema abordado, sendo papel da população e do Estado a iniciativa de assumir o dever do combate. Cabe pois ao Ministério da Saúde, através da legitimação, designar aos profissionais da obstetrícia e ginecologia a conscientização dos pais quanto a importância de ensinar sobre sexualidade dentro do lar, afim de que o conhecimento atue como fator capaz de mitigar o número de abuso infantil. Ainda, é papel da Igreja, como grande influenciadora, ensinar aos fiéis a diferença entre conhecer o corpo e praticar atos de prazer, para que os pais possam agir com dinâmica em suas famílias acerca dos limites.