O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 09/05/2018
A infância é o período inicial de desenvolvimento do indivíduo biologicamente e moralmente, na qual esse adquire seus primeiros valores morais e se forma a personalidade e o caráter. Por ser uma fase de inocência e ausência de preocupações, essa acaba sendo tema para muitos poemas e criações literárias. Vide por exemplo, os poetas da Segunda Geração Romântica na qual a infância era tema central de criações poéticas. Todavia, percebe-se hordiernamente que infelizmente muitas crianças não tem a oportunidade de ter uma infância memorável tal como a dos poetas, sendo muitas vezes privada dos seus direitos fundamentais e sofrendo violência de várias formas, sobretudo sexual, caracterizando crime de pedofilia. O que causa consequências muitas vezes irreparáveis a esses indivíduos a curto e a longo prazo.
Em primeira análise, destaca-se que no âmbito de combate à pedofilia, há muitas vezes a ausência de uma estrutura tanto física e profissional nos conselhos tutelares e delegacias especializadas para o atendimento das vítimas. Em muitos municípios brasileiros por exemplo, faltam transportes para a locomoção de agentes e até mesmo profissionais como psicológos para dar suporte às crianças. Destaca-se sobretudo, que por se tratar de indivíduos que estão em processo de desenvolvimento é imprescindível que haja profissionais especializados e toda a assistência por parte do Estado para que estes infantes possam ter um florescimento saudável e uma vida adulta livre de traumas.
Convém inferir em tal tônica discursiva que é ineludível para o combate à essa violência hedionda aos pequenos que a sociedade civil venha se engajar de forma efetiva na fiscalização e denúncia de tais crimes. Além disso, é indubitável que a família como base primaz da sociedade esteja atenta aos pequenos observando se há indícios de comportamentos peculiares, mudança abrupta de personalidade e outros fatores que podem indicar que a crianças está sofrendo algum tipo de violência e assim procurar ajuda o quanto antes.
Destarte, é imperativo que o Estado, como gestor dos interesses coletivos venha por intermédio de políticas públicas e investimentos pontuais resolver essa problemática. É ineludível que os poderes executivos municipais e estaduais venham investir mais recursos para a criação de novos pontos de atendimento às crianças e adolescentes, além da restauração dos já existentes. É de extrema importância também a contratação de mais profissionais para lidar com este percalço de forma ética e eficaz, facilitando o atendimento das vítimas. Faz-se necessário também a participação do setor privado e da mídia no processo de conscientização e estímulo às denúncias. Por fim, faz-se importante a participação da família e da sociedade civil denunciando agressores e acolhendo os infantes.