O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 08/05/2018
O livro literário Lolita, clássico do século XX, dividiu opiniões por tratar-se de um relacionamento amoroso entre o padrasto e uma menina de 12 anos. Desse modo, fora das leituras, o combate à pedofilia no Brasil deve ser assíduo uma vez que a dignidade da criança precisa ser preservada. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes; a observação do comportamento, como o dialogo familiar.
Primordialmente, Durkheim, no fato social, dizia que a criança está exposta e sofre influências do meio. Por conseguinte, é imprescindível estar atento à mudança de comportamento da criança, muitas vítimas de abusos demonstram queda no desempenho escolar e falta de ânimo. Seguidamente, de acordo com o Jornal G1, a maioria dos casos de pedofilia acontecem por parte de parentes próximos, desse modo, o ambiente familiar influencia na vida dessas vítimas cabendo aos responsáveis observar seus filhos.
Ademais, casos de casamento infantil são comuns na África e Ásia, isso demonstra o quanto a criança perde sua juventude. Destarte, o caso de Aracelli- morta e estuprada no Espirito Santo- foi um caso de pedofilia que assustou o Brasil. À vista disso, o papel da família em estabelecer um dialogo saudável com a criança é um passo fundamental para descobrir possíveis casos de abusos, sendo que, majoritariamente, ás vitimas de pedofilia não denunciam por medo.
É evidente, portanto, como os responsáveis exercem função essencial em prol do combate à pedofilia. Nesse viés, é dever do Ministério da Educação promover em escolas e universidades, juntamente com à participação da família e comunidade, palestras com psicólogos e rodas de conversas com o intuito de debater sobre a pedofilia e alertar os pais sobre possíveis sinais de um abuso para que a criança sinta-se segura para denunciar. Outrossim, as Ongs devem exercer apoio psicológico nesses casos e precisam ser financiadas pelo Estado. Por fim, como já dizia o teólogo Dietrich Bonhoeffer, " O silêncio do mal é o próprio mal".