O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 12/05/2018
Na Roma Antiga, o uso de menores para a satisfação sexual dos adultos era um costume tolerado e até prezado. Na conjuntura contemporânea brasileira, a pedofilia é crime, porém, na maior parte dos casos, não é identificada e denunciada devido ao seu caráter invisível, no qual o criminoso não possui um perfil fixo. Associado a erotização precoce das vítimas, é sem dúvidas, um imbróglio a ser combatido num país em que concentra 76% dos pedófilos, segundo dados da Polícia Federal.
É primordial destacar, que os meios de comunicação de massa, se tornaram cruciais na erotização cada vez mais precoce de crianças e adolescentes. Nesse contexto, a internet tornou-se um mecanismo de ação dos pedófilos, fazendo com que o crime seja mais difícil de conter. Os criminosos usam de perfis fakes ou se passam por adolescentes para cativar a vítima, com o intuito de conseguir encontros ou imagens eróticas na qual podem abusar da criança, utilizando chantagem e pressão pscológica para que está não tenha coragem de denunciar o crime.
Deve-se abordar, também, que em 26,5% dos casos de pedofilia envolvendo crianças de até 9 anos, o autor é próximo ou conhecido da sofrente, de acordo com dados da SINAN (Sistema de Informação de Agravo de Notificações). Ademais, esses autores procuram se aproximar dando à criança algo que ela quer ou gosta, fazendo com que ela se sinta devedora, e silenciadas pelo medo e incredulidade, tornam-se retraídas, deprimidas e aterrorizadas, consequências que quando não tratadas, a assombrarão para o resto da vida.
Cabe reconhecer, no entanto, a incapacidade dos pais em notar em seus filhos o abuso sofrido, uma vez que não possuem o hábito de conversar com eles, associado ao tabu acerca das conversas sobre sexo, que muitas vezes, com orientação, levaria a vítima a denunciar abertamente o crime, evitando esta lástima que assombra a humanidade.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério da Educação introduzir nas escolas o ensino sexual, afim de orientar os alunos e acabar com preconceitos e tabus. Ademais, introduzir projetos para pais e alunos, acerca do combate á pedofilia, com a presença de psicólogos que orientem sobre como identificar e evitar o crime. É papel do Ministério da Justiça, a criação de delegacias específicas, cujos delegados tenham preparo psicológico para cuidar das vítimas, evitando possíveis constrangimentos. Contudo, os pais precisam ser mais ativos na vida dos filhos, regrando seus acessos à internet e conversando mais sobre a realidade. Dessa maneira, pode-se obter um Brasil livre de pedofilia, pois " A Força unida é mais forte" (Francis Bacon).