O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 29/05/2018
“Child of rage”, um documentário americano, apresenta a vida de Elizabeth, uma criança vítima de abuso sexual, em que relata-se as vivências traumáticas decorridas da violência. À essa realidade aproxima-se a vida de milhares de crianças brasileiras que perpassam por ações perversas como a pedofilia. Nessas circunstâncias deve-se analisar de que forma a omissão social e a atuação política influenciam a problemática da pedofilia no Brasil e buscar medidas para combatê-las.
A omissão social, mas especificamente, a familiar e a escolar atuam negativamente na questão da pedofilia. Essa comportamento ocorre devido a ignorância de muitos a respeito da sexualidade, a qual é, ainda, considerada um tabu, ocasionando a falta de conversas dos pais com seus filhos e a restrição de ensino sobre esse assunto na escola – disciplinas como Ciências abordam superficialmente o estudo da fisiologia humana. Em decorrência disso, muitas crianças crescem sem o conhecimento sobre o próprio corpo e o discernimento correto acerca dos limites sexuais, o que possibilita uma facilidade de contato do pedófilo à criança.
Além disso, nota-se, ainda que a atuação política das leis não vem cumprindo na prática a sua teoria. De acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, a pedofilia diverge desse pensamento. A lei nº 8069 no artigo 15 oferece a toda criança o direito ao respeito, à liberdade e à dignidade, mas, na prática observa-se uma média de mil caos de pedofilia, com abuso sexual, por ano no Brasil. Por consequência, muitas crianças encontram-se descobertas de tal direito e à mercê dessa violência cruel que lhes tira, muitas vezes, a própria infância e inserem-na em um quadro de graves traumas psicológicos, como aconteceu com a americana Elizabeth, a qual tornou-se uma criança agressiva e insensível.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de combate a problemática da pedofilia. Devido a isso, o Ministério da Educação em parceria com a instituição familiar devem se reunir e discutir mensalmente a temática da sexualidade com as crianças e adolescentes, assim como a inserção de disciplinas ministradas por biólogos e psicólogos para dialogar acerca da importância do conhecimento do próprio corpo. Além disso, o Ministério Público juntamente com o Ministério dos Direitos Humanos deve garantir e efetivar os direitos da criança e do adolescente, realizando parcerias com os estados e municípios para a implantação de delegacias especializadas no combate a pedofilia. Dessa forma, como defendido por Aristóteles, o equilíbrio social será alcançado e a pedofilia progressivamente será minimizada do país.