O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 02/06/2018

Segundo a BBC Brasil, em 2016, mais da metade das vítimas de violência sexual atendidas pelo Sistema Único de Saúde tinha menos de catorze anos. O dado revela um triste panorama do país: embora o combate à pedofilia exista, este é ineficiente. Nesse sentido, convém analisar fatores que contribuem para a problemática, bem como medidas capazes de solucioná-la.

Em primeira análise, pode-se destacar a falta de diálogo sobre o tema como um dos principais fatores para o agravamento do problema. A sexualidade, tratada como tabu pela sociedade brasileira, não é discutida no meio familiar e escolar; ao fazê-lo, não ensinam a criança e o adolescente a distinguirem uma situação de abuso, nem criam um ambiente seguro para que estes denunciem tal violência. Isto posto, a vulnerabilidade característica dessa faixa etária aumenta pela vergonha e desconforto dos adultos.

Além disso, as redes sociais também podem ser relacionadas à disseminação desse tipo de crime. A pornografia infantil encontra, na internet, facilidade para ser obtida e compartilhada, visto que o anonimato de seus consumidores é garantido através de perfis falsos e criptografias. Não obstante, é por meio delas que pedófilos entram em contato com vítimas em potencial; mentem suas identidades, fingem amizade, pedem fotos e marcam encontros. Por vezes, a ingenuidade dos jovens não os leva à desconfiança e a violência se torna física.

A fim de atenuar o problema, o Ministério da Educação deve alterar a grade curricular dos Ensinos Médio e Fundamental, de forma a tornar obrigatórias as aulas de Educação Sexual, com objetivo de discutir, informar e esclarecer quaisquer dúvidas e medos dos alunos. Por conseguinte, espera-se que os casos de violência sexual desse nicho da população diminua. O Governo Federal, por sua vez, deve realizar campanhas publicitárias contra à pedofilia, por meio de publicações em redes sociais, com o intuito de conscientizar os pais sobre a relevância de saberem quais conteúdos são acessados por seus filhos, bem como seus amigos no âmbito virtual.