O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 05/06/2018

O filme “Preciosa” consegue mostrar a realidade de uma jovem de 16 anos que foi violentada pelo pai e acaba engravidando; além de ser negligenciada pela mãe tendo que conviver com as consequências desse abuso. Fora das telas essa situação não é muito diferente, na qual diariamente jovens sofrem violência sexual direta e indiretamente. Portanto, o assunto deve ser debatido tanto nas escolas quanto em cunho social.

Quando se começa a discutir tal assunto, e olha-se a sua evolução, consegue-se observar a sua entrada no mundo virtual, o desenvolvimento de uma sociedade e seus direitos, mas em relatos históricos se constatam diversos atos culturais que aceitos e até respeitados. Na Grécia e no Império Romano, o uso de menores para a satisfação sexual dos adultos foi um costume tolerado, sendo considerado uma honra para um jovem ser iniciado por uma pessoa mais velha na vida sexual, mas com o tempo a visão que a sociedade tinha destes adultos mudou muito.

A pedofilia, nome dado a esse desvio de conduta, consiste no desejo compulsivo por crianças e pré-adolescentes. Sabe-se que os pedófilos não possuem perfil padrão o que torna difícil de identifica-los porque a maioria, inicialmente, conquista a confiança da criança. Dessa forma, as crianças são incapazes de perceber se uma pessoa é inofensiva ou não, por isso, é de grande valia que os responsáveis entejam atentos, além de orientá-las e principalmente ouvi-las.

Com o surgimento do dia mundial contra a pedofilia em 1973, a visão que a sociedade tinha começou a mudar, o abuso sexual é um problema grave que ainda se tem que lidar nos dias atuais.

Portanto, mediante destes casos medidas preventivas são sim necessárias, seja pela denúncia ou pelo Poder Público para julgar e processar o indivíduo. Deve-se também esperar do governo uma política de implementação de aulas sobre educação sexual, esclarecendo todas às duvidas expressadas pelos alunos tanto do ensino fundamental ou médio. Os pais também têm seu papel em casa, serem acolhedores com seus filhos, saberem informar e aconselhar, mas também ouvi-los para que saibam se algo está ocorrendo com elas, notando mudanças comportamentais e também denunciarem a agressão, se estiver ocorrendo a polícia.